Bitcoin: conheça 8 fatos para entender de vez esse mercado

bitcoinQuem acompanha as maiores tendências do mercado financeiro já deve ter ouvido falar sobre as cripto-moedas – ou moedas virtuais. Essas moedas têm crescido de forma bastante significativa e há cada vez mais delas disponíveis.

O mercado de bitcoins deu origem a essa nova modalidade e atualmente é um dos mais fortes. Entenda melhor o que são bitcoins e conheça 8 fatos que vão lhe ajudar a entender como ele funciona.

O que é Bitcoin?

O Bitcoin é uma moeda virtual. Diferente do dinheiro tradicional, ninguém tem controle sobre o mercado de bitcoins. As moedas não são impressas como as notas de dólar ou real – elas são produzidas através de um software que resolve problemas matemáticos e utilizadas por pessoas e empresas em todo o mundo.

Ele pode ser usado para comprar um número cada vez maior de coisas. Algumas lojas como a Amazon, por exemplo, já aceitam o bitcoin como forma de pagamento. Ele funciona como o dinheiro comum, só que no mercado bitcoin todas as suas transações são feitas através da Internet.

Um desenvolvedor chamado Satoshi Nakamoto foi quem propôs o bitcoin, um sistema de pagamento eletrônico baseado em provas matemáticas. A ideia era produzir uma moeda independente de qualquer autoridade central, transferível eletronicamente, de forma quase instantânea e com taxas de transação muito baixas.

Em todo o mundo, pessoas e empresas estão usando programas que seguem uma fórmula matemática para produzir bitcoins. A fórmula está disponível abertamente para que qualquer pessoa possa verificar a sua autenticidade.

Além disso, a moeda é criada através de um software de código aberto, ou seja, é possível olhar o código para verificar se ele está trabalhando para o que está sendo proposto.

Como funciona o bitcoin?

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O mercado de bitcoins trabalha com uma moeda virtual projetada especialmente para ser “autônoma”, sem a necessidade de trabalhar com bancos para guardar o dinheiro e fazer movimentações.

Quando uma pessoa adquire bitcoins, é como se estivesse ganhando dinheiro físico tradicional. Ele tem um valor e pode ser usado para pagar produtos e serviços como se fosse dinheiro. Os bitcoins são trocados de uma “carteira” pessoal para outra.

Uma carteira é um pequeno banco de dados pessoal que pode ser armazenado em um computador, smartphone, tablet ou em algum lugar da nuvem. Essas carteiras funcionam realmente como carteiras físicas.

Para todos os efeitos, os bitcoins são à prova de falsificações. Para criar um é exigido um trabalho computacional tão alto que acaba sendo prejuízo para os falsificadores tentar manipular o sistema.

O valor de um bitcoin nunca é constante, ele pode aumentar e diminuir várias vezes em poucos dias. Para saber o seu valor atual é preciso verifica-lo em sites como o Coindesk.

Diferente do dinheiro tradicional, o bitcoin não tem uma versão física.

Existem mais de dois bilhões de dólares no mercado de bitcoins atualmente. Ele só vai parar de ser criado quando o número total atingir 21 bilhões de moedas, o que irá ocorrer por volta de 2040. Nessa fase é possível que o seu valor aumente, por isso muitas pessoas guardam os seus bitcoins como se fosse uma poupança.

As transações do mercado de bitcoins são administradas por “mineradores”, a grande rede de pessoas que contribuem com seus computadores pessoais para a rede Bitcoin. Os mineradores atuam como um grupo de contabilistas e auditores para essas transações.

Eles são pagos pelo seu trabalho de contabilidade, ganhando novos bitcoins por cada semana. Dessa forma contribuem para a rede.

As transições em bitcoin são registradas em um grande arquivo chamado blockchain. Cada blockchain é único para cada usuário. Eles têm como principal função ajudar a garantir a autenticidade e a prevenção contra fraudes. Esse processo ajuda a evitar que as transações sejam duplicadas e que as pessoas copiem a moeda.

Entretanto, as cópias falsas de bitcoins são algo praticamente inexistente, pois é necessário muito poder informático para a criação de uma moeda.

Apesar de o bitcoin registrar o endereço digital de cada carteira pela qual passa, o sistema não registra os nomes dos indivíduos que possuem carteiras, garantindo assim a privacidade. Em termos práticos, isso significa que cada transação é confirmada digitalmente, mas ao mesmo tempo é completamente anônima.

Então, embora as pessoas não possam ver sua identidade pessoal facilmente, elas podem ver o histórico da sua carteira de bitcoin. Isso é bom, já que um histórico público acrescenta transparência e segurança, e ajuda a impedir que as pessoas usem bitcoins para fins duvidosos ou ilegais.

Vale a pena investir: conheça 8 fatos sobre o mercado de bitcoin

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Veja a seguir alguns fatos sobre o mercado de bitcoin. Saiba se esse é um investimento que vale a pena.

1. As transações são muito mais rápidas

Quando uma pessoa paga um boleto em um banco diferente do que o emitiu, o outro banco geralmente segurará esse dinheiro por alguns dias, pois ele não tem como confirmar que os fundos estão realmente disponíveis.

Da mesma forma, as transferências bancárias internacionais podem levar um tempo relativamente longo para serem realizadas. As transações em bitcoin, no entanto, geralmente são muito mais rápidas.

As transações podem ser instantâneas se forem de “confirmação zero”, o que significa que o vendedor assume o risco de aceitar uma transação que ainda não tenha sido confirmada pela blockchain. Se o comerciante preferir que a transação seja conformada antes de ser concluída elas podem demorar cerca de 10 minutos para serem completadas. Esse é um tempo consideravelmente menor do que a maioria das transações bancárias.

2. Os governos centrais não podem adotá-lo

Em março de 2013, no Chipre, o Banco Central queria retirar depósitos sem seguro de mais de US$100.000 para ajudar a se recapitalizar, causando grandes distúrbios na população local. Originalmente, seria pega uma porcentagem de depósitos abaixo desse valor, bebendo diretamente da poupança familiar.

Isso é algo que não pode acontecer com o bitcoin porque a moeda é descentralizada, você é dono dela. Nenhuma autoridade central tem controle sobre o mercado de bitcoin, nem mesmo um banco pode tirá-lo de você.

3. Não há devoluções

Uma vez que os bitcoins tenham sido enviados, eles se vão. Quando uma pessoa envia bitcoins, ela não pode tentar recuperá-los sem o consentimento do destinatário. Isso torna difícil cometer o tipo de fraude que costumamos ver com cartões de crédito – as pessoas fazem uma compra e, em seguida, entram em contato com a empresa de cartão de crédito para fazer uma devolução e efetivamente reverter a transação.

4. As pessoas não podem roubar suas informações de pagamento dos vendedores

A maioria das compras on-line hoje são feitas através de cartões de crédito, mas nos anos 1920 e 1930, quando os primeiros precursores de cartões de crédito surgiram, a internet ainda não havia sido concebida.

Os cartões de crédito nunca deveriam ser usados on-line, pois são muito inseguros. Ao fazer uma compra em um site é preciso inserir todas as suas informações particulares (o número do cartão de crédito, data de validade e número CSV) em um formulário. É difícil pensar em uma maneira menos segura de fazer negócio on-line. É por isso que até hoje muitas pessoas tem o número do seu cartão de crédito roubado.

Em contrapartida, nas transações em bitcoins você não precisa informar nenhum dado confidencial. Ao invés disso, elas usam duas chaves: uma pública e uma privada. Qualquer pessoa pode ver a chave pública (que é realmente o seu endereço bitcoin), mas sua chave privada é secreta e nunca deve ser passada em nenhum tipo de transação.

Quando envia um bitcoin, você “assina” a transação combinando suas chaves públicas e privadas e aplicando uma função matemática a elas. Isso cria um certificado que prova que a transação veio da sua carteira. Ou seja, se você não publicar a sua chave privada em algum lugar, o seu dinheiro estará sempre seguro.

5. Ele não é inflacionário

Um dos problemas da moeda tradicional é que ela pode sofrer com a inflação. Se não houver dinheiro suficiente para pagar a dívida nacional, o Banco Central pode imprimir mais, causando assim uma desvalorização do dinheiro.

Caso a economia estiver enfrentando problemas, então o governo pode tomar o dinheiro recém-criado e injetá-lo na economia através de um processo conhecido como flexibilização quantitativa.

Quando o número de reais disponíveis em um país é aumentado, significa que onde havia dois reais, agora há apenas um ou menos. Alguém que vendeu uma barra de chocolate por um real terá que dobrar o preço para que valha o mesmo que antes, já que agora o real só tem metade do seu valor. Isso se chama inflação e faz com que o preço dos bens e serviços aumente. A inflação pode ser difícil de controlar e pode diminuir o poder de compra das pessoas.

O bitcoin não sofre com esse tipo de problema, pois ele foi projetado para ter um número máximo de moedas. Apenas 21 milhões serão criados nas especificações originais. Isso significa que depois disso o número de bitcoins não vai mais crescer. Na verdade, a deflação (o preço dos bens e serviços cai) é mais provável no mundo bitcoin.

As transações em bitcoin são mais seguras e transparentes.

6. É uma moeda que garante sua privacidade

Às vezes, não queremos que as pessoas saibam o que adquirimos. O bitcoin é uma moeda relativamente privada. Por um lado, ela é transparente, pois, graças à blockchain, todos sabem quanto custa um determinado endereço bitcoin nas transações.

As pessoas podem saber de onde as transações vieram e para onde elas são enviadas. Por outro lado, ao contrário das contas bancárias convencionais, ninguém sabe quem detém um determinado endereço bitcoin.

É como ter uma carteira de plástico transparente mas sem nenhum dado do proprietário visível. Todos podem olhar dentro dela, mas ninguém sabe quem é o seu dono.

No entanto, vale ressaltar que as pessoas que usam bitcoin de forma imprudente (usando sempre o mesmo endereço bitcoin ou combinando moedas de vários endereços em um único endereço) tornam mais fácil a sua identificação online.

7. Você não precisa se basear em confiança

Em um sistema bancário convencional, é preciso confiar nas pessoas que vão trabalhar com o seu dinheiro. Você deve confiar no banco, por exemplo, ou até mesmo em um processador de pagamento de terceiros e no comerciante.

Muitas organizações exigem informações importantes e privadas dos seus clientes. Como o bitcoin é inteiramente descentralizado, você não precisa se basear na confiança ao usá-lo.

Quando alguém envia uma transação, ela é assinada digitalmente e de forma segura. Um minerador desconhecido verificará a transação e, em seguida, ela será concluída. O comerciante nem precisa saber quem você é, a menos que tenha decidido informar por conta própria.

8. Você é o dono dela

Não existe nenhum outro sistema de dinheiro eletrônico no qual a sua conta não pertença a mais ninguém. No caso do PayPal, por exemplo, se a empresa decidir por algum motivo que a sua conta está sendo mal utilizada, ela tem o poder de congelar todos os ativos mantidos na conta sem nem mesmo perguntar antes.

Ao saber que a sua conta foi congelada, tudo que você pode fazer é entrar em contato com o PayPal para saber os passos para ter acesso aos seus fundos novamente.

Com o bitcoin, você tem a chave privada e a chave pública correspondentes ao endereço bitcoin. Ninguém pode tirar isso de você (a menos que você as perca ou o esteja usando um serviço de carteira baseado na web que o perca por você).

O mercado bitcoin só tende a crescer, e a moeda tem sido aceita como forma de pagamento em um número cada vez maior de lugares.

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